quinta-feira, 9 de julho de 2020

Quero merecer te (re)encontrar...

Não tenho lembrança de meu preparo e planejamento espiritual para esta vida. Mas aqui estando e tentando cumprir os propósitos desta encarnação, tive o privilégio de ser filha por 56 anos da minha doce e guerreira mãezinha, carinhosamente chamada por todos de Vovozinha Carmen (1922-2018).

Dia 20 de setembro é uma daquelas datas que marcam nossa vida. Ano ? Não de um ano qualquer, posto que encerrou mais um capítulo de aprendizados, ensinamentos e experiências vividos por ela; mas, de um número que não faço questão de lembrar, por permanecer em meu coração e manter viva as melhores lembranças de nossa convivência...

Seu legado de valores, sua base de princípios éticos e religados ao plano divino (digo: religiosos) me dão forças e determinação para acreditar nas possibilidades e potencial humano, superar os bloqueios e preconceitos invadidos em meu ser, e seguir com coragem os próximos passos desta minha existência. Pois sei que não fui tão boa aluna, como ela merecia ter enquanto mestre.

Muitas leituras, reflexões, diálogos em terapia, em grupos de estudos sobre as leis da natureza, sobre o universo, os planos e dimensões da vida - humana e espiritual, tenho realizado na ausência do meu livro vivo - que foi minha mãezinha. A convivência com filho, irmão, esposo, familiares e amigos (antigos e novos), me fazem processar essa grandeza de ensinamentos e me provocam para a prática no dia-a-dia.

Assim, essa minha musa inspiradora, que ainda em vida, permitiu, também, ser minha primeira experiência para a prática dos estudos que venho desenvolvendo no contexto do envelhecimento e, posteriormente, tornou-se minha inspiração para novos estudos, dedico meu agradecimento maior neste momento de finalização dos TCCs das especializações em Psicopedagogia (UVA / RJ) e em Neuropsicologia (UNIARA / SP). 

E, ainda, motivada a dar continuidade à minha investigação científica sobre a intervenção cognitiva no contexto do envelhecimento, agora mergulho nos princípios de Maria Montessori adaptados para esta fase mais adiantada da vida; e com a perspectiva de me lançar numa pesquisa de campo, seja para auto-conhecimento, seja por um aceite em alguma linha de pesquisa acadêmica. Mas, na certeza de que inicio novas buscas e possíveis realizações para o meu aperfeiçoamento espiritual e das relações (intra-inter)pessoais, que tenho o privilégio de com elas aprender e enchergar nas coisas mais simples e mais importantes da vida, o amor e a doação.

O porquê de tantos investimentos ? Quero merecer te (re)encontrar, mãezinha !