quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Descobertas sobre neurociências - Atenção e percepção

"A atenção é uma função psíquica intimamente ligada a outras funções da mente, como a memória e a linguagem.

A atenção se ativa quando recebe um input de um órgão dos sentidos e, mais tarde, ao decidir se reage a ele, preparando-se para agir (Davidoff, 1983)."


Se orientada, mamãe consegue completar jogos de quebra-cabeça de 4, 6 e 9 peças com certa tranquilidade e sem muito esforço. Hoje, para minha surpresa, realizou esta atividade com oito jogos (dois de cada) e fechou com chave de ouro: dois jogos de 12 peças com poucas intervenções. Mas, percebo que algumas figuras de cada cena ela já não consegue adequar o vocábulário. A exemplo: passarinhos em torno das cinderelas, depois de algum tempo, ela nomeia "bichinhos". Acho que vou começar a frequentar o Zoo com ela (kkkkkk)...

"A memória corresponde ao processo pelo qual experiências anteriores levam a alteração do comportamento. A atenção corresponde a um conjunto de processos que leva à seleção ou priorização do processamento de certas categorias de informação, isto é , a atenção é o termo que se refere aos mecanismos pelos quais se dá tal seleção.

percepção assume uma função mental que envolve várias atividades cognitivas; provém do meio externo e se relaciona diretamente com a forma da realidade apreendida, impregnada de elementos da memória, do raciocínio/conhecimentos anteriores, do juízo e do afeto. Apresenta características para que o sujeito possa processar e interpretar um dado objeto (constância, figura-fundo e agrupamento)."

As possíveis alterações podem caracterizar patologias. No tocante a atenção, identificam-se como: TDAH - transtorno de déficit de atenção/hiperatividade, distração, hiperprosexia, hipopresexia, aprosexia. 

"Quando a percepção não corresponde à realidade, têm-se as ilusões sensoriais (sensopercepção): 

- alucinação: é a percepção real de um objeto inexistente, ou seja, são percepções sem um estímulo externo. Ex.: ouvir vozes quando não há estímulo real.

agnosias: mesmo recebendo informações (visuais, táteis e/ou auditivas) pelo sistema sensorial, não consegue nomear o objeto". 



Exemplo claro do que aconteceu hoje com mamãe durante a montagem dos quebra-cabeças, o que já é recorrente em outras atividades do dia a dia.



- ilusão: quando associada a outras dificuldades afetivas e persistindo, a pessoa altera o objeto real. Exemplo: a sombra de uma árvore, insiste em dizer que é um homem.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Descobertas sobre neurociências - neuroplasticidade cerebral

O cérebro humano é um  eterno mistério. Quanto mais se descobre, mais se tem a descobrir... Hoje, destaco como tema a "Neuroplasticidade cerebral" (ainda no primeiro capítulo do livro Exercite sua Mente). 

O sistema funcional que rege o cérebro é bem complexo, "capaz de sofrer influência recíproca de um componente e influenciar outro, permitindo o rearranjo do todo em caso de declínio, lesão ou transtorno." Quão interessante essa coisa do "rearranjo funcional". O papel específico de um neurônio pode influenciar a atividade de milhares de células. Isso dependerá do rumo dos impulsos nervosos, os quais tomam circuitos diferentes em diferentes momentos e, ainda, em diferentes regiões do cérebro - o que explica a grande variabilidade de comportamentos que podemos ter frente a um estímulo.

A linguagem e a memória são passíveis de plasticidade. Quantos "rearranjos" de linguagem são processados para a construção de sentidos e interpretação durante organização e armazenamento de conhecimentos! O estímulo à diferentes funções cognitivas e os  "programas de aprimoramento cognitivo e de treinamento de memória possibilitam  reverter ou compensar déficits cognitivos". Neste conjunto de busca pela modificação de estruturas mentais, encontram-se a emoção, o sono e os ritmos circadianos (do latim: "cerca de um dia"), os quais sofrem variações de pessoa para pessoa.

Apenas como ilustração, cito um trecho bem interessante, porém merecedor de maior compreensão da estrutura e funcionamento do cérebro, sua anatomia, fisiologia e bioquímica: "a plasticidade neuronal refere-se à mutabilidade dos neurônios, que pode ocorrer por meio de: adaptações, recuperação da eficácia sináptica, potencialização sináptica, aumento da sensibilidade pós-sináptica, regeneração ou brotamento de ramificações de dendritos ou axônios e brotamentos colaterais."  (Deixo o aprofundamento para quando estiver em companhia dos "universitários"... kkkk).

Minha inferência sobre o tema, portanto, é de que na ausência ou impossibilidade de equilíbrio da função neuronal, há que se provocar estímulos variados. E para tal, sob a luz de Feuerstein (teoria da modificabilidade cognitiva estrutural), precisa-se da participação de um mediador neste processo de "rearranjo funcional": ao receber estímulos por meio de um mediador, o sujeito pode transcender ou modificar os processos mentais; a intensidade, frequência e os elementos de atividade serão medidos, planejados de acordo com a necessidade de cada um - o que vai mudar de um individuo  para outro. "Para que a mediação aconteça é necessária a presença dos estímulos e do mediador, além da aceitação a esses estímulos pelo sujeito mediado." (Aciliane F. Biesek, blog Sala de Recursos Multifuncionais).

Assim, sigo para o próximo capítulo (2) que irá tratar da atenção e da percepção - elementos chave para aceitação ao estímulo pelo sujeito mediado.





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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Descobertas sobre a Neurociência

2013 inicia com grandes perspectivas de estudos e pesquisas sobre a Neurociência.
Inicialmente pesquisei alguns sites, indicações bibliográficas e aproveitei algumas publicações para iniciar minhas anotações, que faço a seguir.

Neurociência:
É o estudo do sistema nervoso: sua estrutura, seu desenvolvimento, funcionamento, evolução, relação com o comportamento e a mente, e também suas alterações.

Motivada a partir das alterações de comportamento e da mente de mamãe, me dedico a este desafio de entender cientificamente o nosso cérebro. "Cientificamente". Este é o problema... Preciso investir esforços extras para que meus neurônios deem conta do recado direitinho... Afinal, é uma nova área - ciências biomédicas. Vou precisar de muita ajuda dos "universitários"..., ou melhor, dos acadêmicos (e não vai acabar em samba, kkkkkk).

O segundo passo, não menos importante que as pesquisas, é a indicação de um curso de Pós Graduação que eu possa conciliar com as horas de dedicação ao cotidiano de mamãe - tarefas e estimulações, além dos cuidados pessoais. Tenho certeza de que logo, logo, conseguirei algo mais concreto neste sentido... Mas, enquanto não inicia, faço uma releitura do livro "Exercite sua Mente", de Elisandra Villela Gasparetto Sé e Valéria Lasca. 


Destaco o início do primeiro capítulo que retrata bem o meu objeto maior de estudos:
"Conhecer a mente humana e o seu funcionamento significa conhecer as diversas habilidades intelectuais que aprendemos ao longo da vida e que utilizamos para a nossa sobrevivência. Tais habilidades envolvem os processos de atenção, percepção, memória, raciocínio lógico, criatividade, pensamento abstrato e linguagem." (...)


Capítulo 1- Conhecendo a mente humana. Ao debruçar sobre este capítulo, verifico que preciso abrir o cérebro, literalmente (kkkkk). A anatomia e a fisiologia do córtex cerebral é algo abstrato em demasia para minhas reservas de memória e entendimento. Meus recursos didáticos para explorar tais conhecimentos são poucos, só por meio de gravuras, por enquanto...

Mesmo assim, sigo e me deparo com os neurotransmissores - o que são e o que fazem os principais neurotransmissores?

Bem..., neurotransmissores são compostos químicos associados à transmissão sináptica. Sinapse é um local onde o impulso é transmitido de uma célula a outra. A transmissão sináptica é elétrica e química. Lendo a respeito desses dois tipos de sinapse (site: EstudMed.com), e relacionando à leitura do capítulo (que nó !!!!), duas questões não me saem da cabeça:

Se, "os neurônios são moléculas lançadas nas sinapses, que, ao se ligarem a receptores específicos na célula a ser estimulada, desencadeiam uma cascata de reações bioquímicas, fazendo a transferência de informação de um neurônio para outro", ou seja, são verdadeiros mensageiros químicos;

Se, no sistema são encontrados seis tipos de neurotransmissores, excitatórios e/ou inibitórios, e que exercem funções, tais como: concentrar, manter o cérebro mais alerta, controlar o padrão de sono, manter o bom humor e o impulso sexual, ajudar nos movimentos, estimular a glândula hipófise (àquela que produz o hormônio do crescimento), controlar a dor, inibir a reação do estresse, auxiliar a função cognitiva, agir como tranquilizante (relaxamento e sono);

Pergunto, como iniciante e leiga no assunto: 
Existe uma forma de medir os níveis destes compostos químicos no organismo ? Como repor, no caso de níveis baixos, levando-se em conta a idade mais avançada e as patologias associadas ? -  motivo para investigação (aaaahhh, coitadinho dos meus próximos professores!!!!)

Continuando a leitura, me deparei com a necessidade de releitura da teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural (MCE), formulada pelo psicólogo israelense Reuven Feuerstein, a partir do trabalho realizado com crianças que vivenciaram o holocausto e que não acreditavam que poderiam voltar a viver em sociedade. 

"É da natureza do cérebro possuir alta plasticidade, ou seja, ele é capaz de se modificar conforme a sua interação com o ambiente. (...) Quanto mais o nosso organismo interage com o ambiente e se insere em um contexto socializador, mais ele se modifica.
... (...) mas dependerá da relação dos substratos biológicos com om ambiente para se desenvolver e se aprimorar."

Mais algumas perguntas de leiga:
O que são substratos biológicos ? Exercitar algumas habilidades com frequência estimula a produção dos compostos químicos necessários para o bom funcionamento das sinapses/neurônios/ neurotransmissores (ou como devem ser chamados...kkkk) ? 2º motivo para investigação (aaaahhh, coitadinho dos meus próximos professores!!!!)

Ah ! Plasticidade é um "conjunto de processos fisiológicos, no nível celular e molecular, que explica a capacidade das células nervosas de mudarem suas respostas em função de determinado estímulo."

Como diz o amigo Léo Machado (professor Língua Portuguesa/Inglês): "ralando o cérebro"...  Voltarei outro dia ... Aguardem !