sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Descobertas sobre neurociências - neuroplasticidade cerebral

O cérebro humano é um  eterno mistério. Quanto mais se descobre, mais se tem a descobrir... Hoje, destaco como tema a "Neuroplasticidade cerebral" (ainda no primeiro capítulo do livro Exercite sua Mente). 

O sistema funcional que rege o cérebro é bem complexo, "capaz de sofrer influência recíproca de um componente e influenciar outro, permitindo o rearranjo do todo em caso de declínio, lesão ou transtorno." Quão interessante essa coisa do "rearranjo funcional". O papel específico de um neurônio pode influenciar a atividade de milhares de células. Isso dependerá do rumo dos impulsos nervosos, os quais tomam circuitos diferentes em diferentes momentos e, ainda, em diferentes regiões do cérebro - o que explica a grande variabilidade de comportamentos que podemos ter frente a um estímulo.

A linguagem e a memória são passíveis de plasticidade. Quantos "rearranjos" de linguagem são processados para a construção de sentidos e interpretação durante organização e armazenamento de conhecimentos! O estímulo à diferentes funções cognitivas e os  "programas de aprimoramento cognitivo e de treinamento de memória possibilitam  reverter ou compensar déficits cognitivos". Neste conjunto de busca pela modificação de estruturas mentais, encontram-se a emoção, o sono e os ritmos circadianos (do latim: "cerca de um dia"), os quais sofrem variações de pessoa para pessoa.

Apenas como ilustração, cito um trecho bem interessante, porém merecedor de maior compreensão da estrutura e funcionamento do cérebro, sua anatomia, fisiologia e bioquímica: "a plasticidade neuronal refere-se à mutabilidade dos neurônios, que pode ocorrer por meio de: adaptações, recuperação da eficácia sináptica, potencialização sináptica, aumento da sensibilidade pós-sináptica, regeneração ou brotamento de ramificações de dendritos ou axônios e brotamentos colaterais."  (Deixo o aprofundamento para quando estiver em companhia dos "universitários"... kkkk).

Minha inferência sobre o tema, portanto, é de que na ausência ou impossibilidade de equilíbrio da função neuronal, há que se provocar estímulos variados. E para tal, sob a luz de Feuerstein (teoria da modificabilidade cognitiva estrutural), precisa-se da participação de um mediador neste processo de "rearranjo funcional": ao receber estímulos por meio de um mediador, o sujeito pode transcender ou modificar os processos mentais; a intensidade, frequência e os elementos de atividade serão medidos, planejados de acordo com a necessidade de cada um - o que vai mudar de um individuo  para outro. "Para que a mediação aconteça é necessária a presença dos estímulos e do mediador, além da aceitação a esses estímulos pelo sujeito mediado." (Aciliane F. Biesek, blog Sala de Recursos Multifuncionais).

Assim, sigo para o próximo capítulo (2) que irá tratar da atenção e da percepção - elementos chave para aceitação ao estímulo pelo sujeito mediado.





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